quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A EXPULSÃO POÉTICA



A expulsão poética

Cenário: década de 70 –

“Boom” da Bolsa.

Todo mundo ganhando muito dinheiro com ações.
Ninguém se preocupava em comprar carro, apartamento ou qualquer outro bem de capital ou de consumo.
Havia aqueles mão-de-vaca que nem saiam do Isolado para não gastar dinheiro. Tudo era investido na bolsa.
Havia até alguns malandros que pagavam sua cota de rateio do Isolado com atraso só para ganhar alguns cobres a mais na bolsa.

Para Administrar o ISOLADO havia um cargo de elevada relevância, apenas alguns degraus abaixo de ser presidente da república... era ser presidente do Isolado.

O primeiro mandatário do Isolado era o senhor absoluto das decisões sobre a tão querida Olinda e as demais serviçais, sobre a distribuição dos aposentos, sobre o "budgeting”, etc.

Naquela época, assumiu a presidência o Arilto, que era "da DO"... como dizia Olinda.

Bem, o referido presidente, alto especulador da bolsa, recolheu o dinheiro das cotas de rateio e, ao invés de pagar as contas do "Magalhães" do "Bar Cinédia", do "Armazém do Seu Aloísio" (aqui abro um parênteses: a filha do Seu Aloísio, a Pitucha... linda e inalcançável... quantas homenagens solitárias a ela fizemos, no isolamento de alcova...).

Bem, deixemos os devaneios e voltemos ao causo em voga: ... O presidente da república do Isolado, resolveu ganhar uns cobrezinhos não pagando as contas e investindo na bolsa. O negócio ficou tão sério que o Isolado começou a perder o crédito na cidade, a ponto de começar a faltar as coisas.

Ao questionarmos Olinda o porquê da falta, fomos comunicados que o Isolado não havia cumprido com seus compromissos... ESTAVA DEVENDO À PRAÇA.

Quando soubemos, ficamos P da vida, mas a gente do Isolado era ordeira e de paz...

Ao invés de meia dúzia de porradas, que é o que o presidente merecia, preferimos admoestá-lo com poesia. Ao chegarmos para o almoço, no quadro de avisos lá estava a ODE AO PILANTRA.

Foi uma grande pena que não guardamos cópia de tão preciosos versos, dos quais lembro-me apenas de uma quadra:

"O sovina mal caráter
Por quem não morro de amores
Qualquer dia vende a mãe,
Lá na bolsa de valores... "


Deu até empurra-empurra para ler os versos no quadro de avisos... cada um que lia, era uma gargalhada... estávamos vingados !!!

Ao chegar para o almoço, Arilto ficou muito P da vida... arrancou o papel e rasgou-o em 999 pedaços... (só não digo em mil, para não parecer mentiroso) e foi para o quarto deixar sua pasta. Quando voltou... surpresa... havia outra copia, que também rasgou... A cada copia rasgada... e de imediato aparecia outra.

Não tendo alternativa, foi queixar-se ao Renato Moretzon, chefe "da DO", que vendo a incompatibilidade criada, resolveu montar uma republica dissidente, no centro da cidade, (Rua Guarda-Mor Custódio, 170) para lá levando seus pupilos: Ariltão, Paulo Rui "risquindin", Bispo, Zé Oswaldo e os outros, cujos nomes agora não me lembram.

Mais tarde surgiu uma canção que dizia:
"Para lutar, com sangue, eu não, com uma canção, também se luta, irmão...".
E nós completaríamos: com uma poesia também...

Enviado por Sérgio Antônio da Silva Guimarães.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

ZÉ DO TREM - EU SOU ENGENHEIRO




Eu sou Engenheiro !




Era muito comum a um profissional de nível superior recém-admitido pela Vale, chegar a Itabira, passar pelo escritório da empresa no Areão e partir direto para o local de trabalho a fim de conhecer as instalações. Depois é que ia procurar acomodações de hospedagem, geralmente no Isolado.
Assim aconteceu com José Eduardo Bumachar Pereira. Foi contratado para substituir Murilo Serpa, engenheiro ferroviário que cuidava do embarque do minério, cargas gerais e passageiros da E.F.Vitória a Minas . José Eduardo podia ser considerado um sujeito boa-pinta: olhos esverdeados, cabelos cor de mel, eloqüente, postura de galã .
Nosso inexperiente colega, após tomar posse de seu novo cargo na “Estação Ferroviária de João Paulo”, apresentou-se como candidato a hóspede no Isolado. A "quadrilha" de veteranos encontrava-se reunida na sala de estar, batendo papo após o jantar, atrapalhando a novela que o Vadinho Barbosa, com seu tradicional pijama listrado, tentava assistir. O recém-chegado, muito desinibido, entrou na sala de cabeça erguida, botou a maleta no chão e se apresentou para a patota, abrindo os braços, com um largo sorriso:
– Êi gente, eu sou o novo engenheiro ferroviário ! Acabo de ser empossado!
Antonio Berti vislumbrou ali uma excelente oportunidade para tirar um sarro as custas do calouro e não perdeu tempo. Levantou-se mirando o recém chegado de alto a baixo e exclamou para que todos na sala o ouvissem :
– Ora, ora ! Vejam só quem está aqui ! Um candidato a Jerry Adriany dos pobres! Acho que você errou o endereço, parceiro. O concurso de melhor cantor é lá no palco do Cine Itabira.
O rapaz arregalou os olhos, incrédulo, e taramelou :
– Mas eu não sou cantor ; sou colega de vocês, com muito prazer ! Meu nome é José Eduardo Bumachar, o novo engenheiro da SUEST (Superintendência da Estrada de Ferro) em Itabira. Perguntem pro dr. Murilo !
Antônio Berti voltou à carga, implacável :
– Olha aqui, garoto! Nós sabemos que você não é engenheiro p nenhuma. Você tem cara de técnico de nível médio. A república dos técnicos é lá perto do campo do Valério. Você é muito cara de pau !
Virou-se para a turba, mal escondendo o riso, e prolongou o deboche :
– Vê se pode uma coisa dessas...se apresentar, logo aqui, como engenheiro!
O nosso desditoso colega “engoliu a corda”... abriu a maleta, apanhou o registro provisório do CREA e o sacudiu no ar , triunfante:
– Vejam ! Eu sou engenheiro ! Eu sou engenheiro ! Vocês estão enganados !
Nessa altura, a galera já havia entrado na onda de gozação. Tomaram-lhe o documento e, passando-o de mão em mão, duvidaram de sua autenticidade afirmando que "aquilo” qualquer gráfica podia fazer. Queriam ver o original. “Onde estava a carteira do CREA ?”
E o Berti arrematou crucificando : – Na realidade, sem qualificação superior, você é somente um “agente” da estação... vai ser apenas o “ZÉ DO TREM”. Contudo, somos magnânimos e compreensivos com os novos funcionários. Por hoje, você pode jantar e dormir aqui ; porém, amanhã bem cedo, você vai “caçar” seu rumo.
E o desconsolado rapaz tentava contrapor desatinado :
– Pessoal, vocês estão enganados...eu sou engenheiro...vou ser o responsável pelo embarque. Podem perguntar ao dr. Murilo Serpa !
Foi uma noite de glória...pegar um novato para alvo de chalaça, especialmente aquele galã deslumbrado, que “engolia tanta corda”.
Daquele dia em diante o apelido grudou nele; virou emblema do cargo. Poucos o conhecemos como José Eduardo Bumachar. Gente fina , o Zé do Trem !


Enviado por : Sérgio Antônio da Silva Guimarães
Retocado por : Jota Ramos

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

OLHA A BOLA DR. VIEIRA



Olha a bola Dr. Vieira !

Jeová Gomes Cerceaux era profissional na área de contabilidade. Tipo da pessoa fina e educada. Sério e respeitador, tinha um “jeitão” mais formal do que a maioria dos engenheiros que compunham o “Quadro Técnico” da Vale no início dos anos 70. Trabalhava no Escritório do Areão, na entrada da cidade de Itabira, onde ficava o escritório principal do DM – Departamento das Minas – mais tarde Superintendência das Minas.
Dr. Vieira era o ”Número Um” das Minas. Sério e compenetrado, era respeitado por todos.
A seriedade do dia-a-dia de trabalho de segunda a sexta-feira era amenizada nos fins de semana, na informalidade dos encontros do pessoal no Clubinho da Vila Técnica Conceição e outros locais.
Alguns apreciadores de futebol costumavam jogar uma “pelada” no campo do Valério. Na época ainda não existia o “Estádio Tonicão”. Cerceaux, atacante, era até tido como bom de bola. Dr. Vieira - não sabemos se buscando manter a integridade física – jogava no gol.
Cabe um parênteses: muitas vezes eventuais “diferenças” surgidas no quotidiano profissional eram “acertadas” no gramado. Não falando dos “botineiros” de carteirinha, não raro as peladas dos domingos ocasionavam algumas belas contusões. O Superintendente no gol trazia maior conforto a todos.
Num domingo, o sorteio colocou Cerceaux e Dr. Vieira em times opostos. Em certa altura do jogo, Cerceaux recebeu um passe espetacular, em profundidade, depois de um contra-ataque.
Ficou bem de frente para o gol, ninguém entre ele e o goleiro.
Dr. Vieira estava distraído (provavelmente pensando em algum compromisso do dia seguinte).
Cerceaux, ao perceber a situação, vendo que o gol seria inevitável, começou a gritar para alertar o goleiro :

– Dr. Vieira, olha a bola, cuidado !
Eu já estou entrando na área. Vou ser obrigado a chutar..

OLHA A BOLA DR. VIEIRA !!!

Por Artur Pereira

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

VISTA AÉREA DA VILA TECNICA CONCEIÇÃO




Vejam que excelente imagem via satelite da região da Vila Tecnica Conceição, com a casa de Hospedes , o Clubino, etc.

Que saudades!!!!

"Imagem do Google Earth"

Obelix

domingo, 16 de setembro de 2007

NORMAS DO BLOG DO ISO LADO

NORMAS DO BLOG.

Para aqueles que ainda não leram, não custa repetir

Olá Flávio Obelix. Tudo bem?

Elogio sua iniciativa de escrever a história do Isolado. O que não se registra fica sem memória. O vento leva. O tempo apaga. E seria muito triste perdermos a memória daqueles bons tempos. Além disso, uma história "puxa" outra.
Pessoalmente, gostaria de lhe enviar um "causo" para este livro.
Gostaria também de fazer algumas sugestões:
-Para atrair "escritores", prometer (e cumprir) que seus nomes aparecerão como autores da história contada/enviada por eles (a menos pedido em contrário).
-Deixar claro que as histórias não serão ofensivas à moral, ou prejudicial à intimidade ou carreira profissional/familiar de qualquer personagem.
-Solicitar fotos dos personagens, tiradas no ambiente do Isolado ou do escritório, ou da mina, na época em que trabalhavam na CVRD.
Estas fotos serão úteis para compor o livro futuramente.
-Melhor ainda: fazer um SITE de fotos do Isolado, com acesso a todos os participantes. Isto atrairia mais adeptos e incentivaria o envio de novas fotografias.
- As histórias não precisam ser necessariamente "ocorridas" dentro do Isolado; podem perfeitamente ser com pessoas que lá moraram relativas àquela época.
-Enviar periodicamente, algum conto já pronto ou esboçado, para atrair a curiosidade e despertar o "escritor” que existe dentro de cada um de nós.
-Divulgar, ao máximo, sua intenção de redigir o livro.
-Pedir sugestões aos antigos moradores, sobre os capítulos a serem incluídos no book.
-Solicitar a Olinda (e publicar), receitas dos pratos mais servidos na mesa giratória. O Osvaldo Soares (Vadinho) , lambia os beiços pela terrível dobradinha (bucho de boi).
-Programar encontros / entrevistas com antigos moradores, para anotar os "causos". Muitos gostam de contar, mas não se sentem à vontade para escrever.
-Paralelamente à história do Isolado, traçar a evolução da empresa nas décadas em que o Isolado existiu. Exemplo: década de 1970, o "boom" da CVRD, construção das mecanizadas e das barragens de rejeito. Década de 1980: duplicação da ferrovia, etc.. .
-Colocar um prazo final para a obra, digamos: até dezembro de 2009, e trabalhar em cima deste prazo.
-Persistir em seu ideal até a obra ficar pronta.

Conte comigo. Felicidades em sua obra. Abraços.

José Maria Ramos.

UMA LATA DE SKOL


UMA LATA DE SKOL

O Isolado estava permanentemente em festa e qualquer eventualidade era motivo para mais uma. Só não vi por lá batizado de boneca e aniversário de cachorro porque foi a “socialite” madame Vera Loyola quem lançou essa moda, muito anos depois, para agraciar sua cadelinha Mimi.

Desta forma, a simples “ameaça” feita pelo nosso colega Antônio Berti, em contrair núpcias, ensejou-lhe uma festa de arromba comemorativa à sua despedida de solteiro. Berti era também conhecido como “parceiro”, “italiano” ou "bagliaccio", pois assim tratava a maioria de nossos colegas.

Desde o alvorecer a casa foi tomada por intenso rebuliço. O festejo seria aberto com opíparo rega-bofe, um daqueles que só a Olinda sabia coordenar, e rolaria pelo restante do dia, quiçá se estendendo pelas sombras da noite até a névoa da madrugada.
Pelas onze da manhã, começaram a chegar os convidados, colegas de trabalho, em sua maioria casados, que moravam nas vilas técnicas da CVRD.

Bebidas e tira-gosto rolando à vontade. Tudo farto como costumava ser nas festas do Isolado. O nível do ruído ambiente foi aumentando em decibéis, com brincadeiras e gozações, acompanhando a ascensão do nível etílico.
Lá pelas duas da tarde foi servida a rainha das feijoadas – borbulhante, perfumada, deliciosa. Prestava-lhe vassalagem um séqüito de pratos subalternos : arroz branco, filigrana de couve, farofa , laranja fatiada e molho picante. A caipirinha corria solta. Um garrafão da “branca” esvaiu-se em guias. Brindes intermináveis eram erguidos ao radioso futuro dos nubentes. Pratos e copos eram reabastecidos com reiterada volúpia. Pelo brilho nos olhos e unto nos lábios dos convivas poder-se-ia inferir o sucesso da gastronomia.

Como diria São Camilo de Lelis (o do hospital): “Em toda feijoada que se preze deveria haver uma ambulância à porta, para o caso de eventual socorro aos comensais”.
Com o passar das horas, os casais foram se retirando, restando apenas o pessoal da casa e alguns colegas de Vitória que estavam a serviço em Itabira.

Eu morava naquele quarto em frente à sala de estar e de repente começaram a espocar bombinhas . A bomba era lançada de forma rasteira, resvalava no chão e tomava a direção dos incautos, explodindo-lhes nos pés. E os sustos iam se sucedendo! Alguns colocavam bombas dentro das panelas vazias (Olinda ficava uma fera!) e outros debaixo dos capacetes de serviço.

De repente, o tiroteio cessou. Alguém afirmou ter acabado o estoque de bombas. Mas a esbórnia continuou, agora com o arremesso de latas de cerveja (vazias) e capacetes (indestrutíveis) um em direção ao outro, sem machucar ninguém.
Milton Rocha, craque de bola, fazia embaixadas com latinhas vazias, no meio do cenário, sem se importar com o burburinho da patuléia.



Encontrava-me recostado na porta do meu quarto, bem defronte a porta de entrada do Isolado. De lá, naquela confusão etílica, veio voando em direção ao meu rosto uma lata de skol. Peguei-a no ar, com a mão esquerda, e passei-a por trás do corpo, para a direita, tentando arremessa-la de volta. (Até então eu não sabia que havia uma bomba dentro). Naquela fração de segundo, enquanto segurava a lata, a bomba explodiu !

Senti o deslocamento de ar. Foi aquele impacto: BUUUM! ! !
E o mais intrigante – não doeu! Apenas começou a esguichar sangue onde o metal estilhaçado rasgara a artéria da mão. (Alguns maliciosos disseram depois que urinei na lata). Fiquei aturdido! O primeiro a me socorrer foi Geraldo Bosi tentando, a todo custo, estancar o sangue com sua camisa, o que conseguiu alguns instantes depois. Em seguida, Pilonel tentou me levar ao hospital. O carro do Piló estava com o farol queimado, já era noite escura e o apavoramento se juntou a nós. O hospital ficava no mesmo bairro (Campestre), no sopé da avenida Cauê, esquina com SENAI. Não era longe, mas o trajeto pareceu-me infindo.

Fui prontamente atendido pelo doutor Sad Zaglul. Entrou comigo no ambulatório nosso grande colega, Fernando Garro. Havia outra pessoa na sala... acho que era ... Bosi e Tonico Gordo; divisei sombras difusas, minha mente divagava. Fernando ficou ali, sem se afastar um só instante, me dando força naqueles instantes de eternidade em que o cirurgião costurava minha carne .

Saí do hospital atordoado, alinhavado com 24 pontos. O braço na tipóia parecia carregar a mão de outra pessoa: dura, pesada, inerte; não obedecia comandos.

Retornei ao Isolado. O clima era o pior possível. A festa acabara e a sala estava imaculadamente limpa, sem vestígios de sangue. A turma séria, calada. Os colegas mais conservadores, com uma advertência pronta na voz grossa: “eu sabia que esta brincadeira de mau gosto ia dar no que deu!”

No outro dia, quando fui agradecer o apoio dado pelo Fernando Garro ele me disse que não conseguia ver sangue, tinha sido a primeira vez.

Então lhe perguntei : – Mas como é que você agüentou ali, de pé, o tempo todo?
Ele me respondeu com uma piscadela de olhos:
– Cara, eu “tava” tão cheio de cerveja que não conseguia me afastar da sala!
Durante uma ou duas semanas as bombas cessaram; mas depois, voltaram a pipocar para alegria geral .

Aquela “brincadeira” era marca registrada da nossa república e um “pequeno” acidente não daria cabo ao tradicional entretenimento que, penso eu , só teve desfecho indesejável naquela única vez .

Enviada por : Cloysio Ulrich de Souza
Retocada por : Jota Ramos
Itabira, setembro/2007.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

PRIMEIRO CAUSO DO LAIR

""Num churrasco lá no Isolado, o Darcy Germani, como bom gaúcho, resolveu comparecer para nos ensinar como assar bem as carnes.
Eis que sentindo o cheiro do churrasco, o Lair, que morava bem perto e já aposentado por questões de cabeça, apareceu como sempre fazia, e começou a tomar umas cervejinhas acompanhadas pelos ótimos tira gostos do Darcy, que gentilmente servia a todos, sempre ensinando até a forma de cortar as lascas de carne para ficarem mais macias.
Darcy é muito educado, e tem uma maneira de falar mais lenta, com um timbre um pouco mais agudo que o usual, o que serviu para a errada conclusão do Lair, já meio bêbado:
--- Eh, Darcy, você não perde este teu jeitinho de viado, hein?
Cumpre acrescentar que, mesmo com a informalidade que reinava entre nós, o Darcy era o chefe dos chefes dos nossos chefes, posto que todos eramos profissionais em início de carreira na Vale, e assim tinhamos um grande respeito por ele. E só pudemos rir depois que o Darcy gritou -- Lair, seu filho da puta! - e sem se dar por ofendido, explodiu numa gargalhada....""

Bem, assim vai minha primeira contribuição,

abraços,

Gazzolão

terça-feira, 11 de setembro de 2007

MAIS DETALHES DA CORRIDA DE FORMULA 1

MAIS DETALHES

Do site http://www.gpbrasil.com.br/site2007/historia.asp


Em 30 de março de 1972, o autódromo sediou pela primeira vez uma corrida da categoria. A competição, entretanto, não contou pontos para o campeonato mundial. A corrida foi vencida pelo argentino Carlos Reutemann, seguido pelo sueco Ronnie Peterson e pelo brasileiro Wilson Fittipaldi Jr.
Com o sucesso do evento, o Brasil passou a integrar, já no ano seguinte, o calendário oficial do Campeonato Mundial de Fórmula 1. A primeira prova brasileira aconteceu em 11 de fevereiro de 1973 e foi vencida por Emerson Fittipaldi, seguido pelo Escocês Jackie Stewart e pelo neozelandês Dennis Hulme.

PILONEL - FORMULA 1

CORRIDA DE FÓRMULA UM

Creio que era o ano de 1972. O isolado lotado! O mês, não me lembro, mas aconteceria em Interlagos, num determinado fim de semana, uma corrida de FORMULA 1. Nosso amigo, Pilonel (Felix Pereira), era professor da Faculdade local e, como não podia deixar de ser, queridíssimo pelos alunos.
Piló se empolgou com a iminente corrida, reuniu sua turma de alunos, e programou uma viagem a SP para assisti-la. Fretou um ônibus, achou que estava tudo resolvido, e não tomou outras providências corriqueiras. A saída seria num sábado à noite, pois o tão esperado evento aconteceria no domingo. Naquele sábado, pediu-me para deixá-lo na rodoviária de Itabira, no que prontamente lhe atendi. Chegamos por volta de 19:00 horas, e ali já estavam reunidos seus pupilos, cerca de uns vinte; homens e mulheres empolgadíssimos, com suas pequenas malas de viagem, máquinas fotográficas e gravadores (queriam gravar o ronco dos motores).






Nisto, chegou o tal ônibus alugado. Olhei meio desconfiado para aquele veículo desconjuntado, meio trêmulo, queimando óleo, mais para ferro-velho que lotação... mas, tudo bem, pensei! Afinal de contas, nosso amigo devia saber onde estava se metendo.




Assisti emocionado ao “feliz” embarque e retornei ao Isolado. Ia me preparar para um baile no clube do Valério do Pará (luz negra, garotas; tempo bom!).
Mas voltando ao assunto: o ônibus partiu sacolejante, soltando baforadas e fumarolas, pela estreita e sinuosa estrada de Itabira a BH. Quando chegou ao posto de fiscalização, quase na entrada da capital, por volta das 22:00 h, foi compreensivelmente detido pelos fiscais que solicitaram os documentos do veículo e do sonolento condutor.

O leitor atento já deve ter percebido o desenlace do episódio: a documentação estava incompleta e a “espaçonave” ficou detida ali mesmo, impedida de “decolar” rumo ao brilhante porvir. Imaginem a frustração da turma! Porém o nosso Super Herói, não se deu por vencido. Vestindo sua capa mágica, rapidamente resolveu o problema.








Alugou (como sempre "bancando" do bolso dele) cinco táxis, sendo três opalas semi-velhos e dois fuscas carroçáveis; e mandou tocar, com os alunos dentro, para Interlagos – SP. No meio da viagem, um dos carros furou um pneu em lugar deserto e, ao que parece, estava sem estepe. Foram a pé procurar borracheiro. Resolveram o problema. Prosseguiram viagem. Mais pra frente, um dos opalas (o mais velho?) pega fogo no motor, sendo logo “imitado” por outro menos idoso. Mas nada impede a marcha triunfal de nosso intrépido líder e mestre.



Outros imprevistos foram acontecendo na malsinada expedição, de tal (falta de) sorte que chegaram a Interlagos depois do término da ansiada corrida. Se o Rubinho Barrichelo estivesse na disputa, talvez eles ainda chegassem a tempo de presenciar suas últimas voltas pelo circuito. Não estava. Mas Piló não se dá por vencido. Caminha ereto e audaz, seguido pelo séqüito de impávidos discípulos; vai até os boxes onde os carros estavam sendo examinados, etc.

Alguns ainda com os motores ligados. Pasmem vocês! Não é que Piló gravou, ali mesmo, ante a estupefação dos mecânicos e pilotos, aquela ronqueira doida dos motores? Gravou e retornou com o pessoal no que ainda “restava” dos carros alugados.
Chegou a Itabira, na segunda-feira cedo, e me relatou todas as peripécias da incrível aventura. Fiquei ali, ouvindo consternado, pesaroso pelo acontecido com a turma dele. Mas ao que parece, ele não tava nem aí. Terminou o relato, levantou-se fagueiro e lépido e falou:

– Bom, Closiu (meu apelido). Estou de volta para São Paulo. Vou ver meus parentes em Lins, no interior.

Então perguntei-lhe porque não fora de Interlagos direto para Lins; a distância teria sido muito menor. Ele retrucou-me que não podia ter feito isso porque tinha que trazer de volta seus os alunos sãos e salvos.
Despediu-se, virou as costas magras e se mandou de novo para “Sampas”. Só mesmo o Piló!
Quando retornou, três dias depois, passou a colocar as fitas com a ronqueira dos motores, toda santa-manhã, para tocar na hora do café.

Era o grande Piló e suas aventuras que nos divertia, e muito!

Grande amigo de todas as horas. Mas que era divertido, lá isso era!



Enviada por: Cloysio Ulrich de Souza (10/9/2007)
Retocada por: Jota Ramos




SO PARA COMPLETAR UM TEXTO ESCLARECEDOR

A PRIMEIRA CORRIDA DE FÓRMULA 1 NO BRASIL - 1972

Por Carlos "Caneta 13" Coutinho




Ninguém estava preocupado com isso naquele sábado de março de 1972. A verdade é que mal os treinos acabaram e o sol começou a cair no autódromo agora silencioso, a tensão da espera, a viagem de ônibus, a emoção de ver a Formula 1, tudo aquilo começou a cobrar seu tributo. Fui ficando fraco e tonto, mas felizmente os cataninenses/paranaenses me convidaram a dormir na barraca, talvez não querendo perder as dicas daquele cara do interior que sabia tudo de Formula 1 ou, pelo menos, bem mais do que eles. Dormi ao lado de uma lata de atum aberta que permaneceu durante meses na minha memória olfativa. Mas o convite foi espetacular. Se algum de vocês estiver lendo este texto, rapazes, muito obrigado por tudo.

A corrida foi o que se sabe. Emerson, o pole, liderou da primeira até a volta número 33, com vinte segundos de vantagem para o Reutemann, quando rodou quase em frente aos boxes no meio de uma nuvem branca de fumaça de pneus ­ eu estava acompanhando de binóculo a Lotus preta e dourada precisamente naquele instante ­ e o Reutemann venceu a corrida, Wilsinho foi o terceiro e Luis Pereira Bueno o sexto. Se fosse uma prova válida para o campeonato, ele marcaria seu primeiro ponto em sua primeira corrida.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A MELHOR COISA DO MUNDO

A melhor coisa do mundo


A reunião com os compradores de minério se estendia, na Divisão Comercial. As últimas cláusulas do contrato eram arduamente discutidas e então datilografadas, de modo que sua assinatura pudesse ocorrer em seguida, antes que os estrangeiros, já um pouco atrasados e bastante impacientes, partissem para o aeroporto.

É claro que o Superintendente Jurídico da Vale, figura das principais naquela hora, não podia pensar em se ausentar, nem mesmo para ir ao banheiro. Tudo terminado, o pessoal gentilmente acompanhado até o elevador, o advogado, que quase não se agüentava mais, e julgando as despedidas intermináveis, exultou quando as portas se fecharam e ele pôde disparar para o banheiro mais próximo, o do corredor.

Finalmente soltava um suspiro e se aliviava, em um dos vários mictórios, quando entra, também desesperado para fazer o mesmo, o funcionário que cuidara da datilografia e das cópias do contrato. Já quase totalmente livre do aperto, o advogado esquece sua natural sisudez, e lhe diz, alegremente:

_ ”Puxa, Fulano, isto é a coisa mais gostosa do mundo, não acha?”

Bastante surpreso com a intimidade nunca antes demonstrada, mas talvez principalmente estranhando a preferência do advogado, o funcionário olha, desconsolado, para o forte jato que também está emitindo, e pondera, entre respeitoso e desconfiado:

_ ”Olha, doutor, o senhor me desculpe, mas ou eu mijo muito mal, ou o senhor nunca transou !”

“Causo” verídico contado por Guilherme Almeida Gazzola

CHUTOU O PAU DA BARRACA

Prêmio de Aposentadoria

Esta estória se passou nos anos 60, bem antes da tão esperada criação da Valia.
Os empregados não se aposentavam, para não se verem reduzidos aos magros benefícios do “Instituto”. A VALE, para conseguir alguma renovação em seus quadros, criava incentivos para motivar a saída dos mais idosos, por exemplo com o “prêmio de aposentadoria”, de generoso meio salário por ano de casa.

“Seu” Tonico, completando 44 anos de CVRD, se interessou pelos 22 salários a mais que receberia, e pediu a aposentadoria. Ele era um dos contínuos que serviam a Diretoria, talvez o mais serviçal, humilde, obsequioso, e mesmo bajulador, dentre todos os seus colegas. Reconhecendo suas qualidades, e agradecidos pela gentileza com que sempre foram por ele tratados, alguns dos diretores resolveram patrocinar uma festinha de despedida.

Foram compradas algumas garrafas de champanhe e uma linda torta bem confeitada. “Seu” Tonico acompanhou com alegria e sofreguidão todos os brindes, que eram erguidos com a chegada de cada um dos diretores à sua festinha.

Finalmente, o diretor mais antigo fez o discurso de despedida, e entregou ao “seu” Tonico o tão cobiçado, rico e polpudo envelope com o prêmio em dinheiro. Mas terminou com uma brincadeira de gosto duvidoso:

_ “Olha aí, ”seu” Tonico, com esta grana toda, se o senhor quiser, quem sabe consegue até fazer um programa com a vedete fulana de tal ?”

O até então sempre respeitoso “seu” Tonico, não se sabe se inebriado por tanto champanhe, ou se, realmente cansado dos longos anos de servilismo e adulação, pensou um pouco, guardou o dinheiro bem no fundo do bolso, e sentindo-se finalmente aposentado e livre, pôs o braço em torno dos ombros do diretor e “chutou o pau da barraca”:

_ “Olha, doutor, acho que com essa grana toda, se eu quiser, faço um programa até com o senhor!”


“Causo” verídico (com nome fictício) contado por Guilherme Almeida Gazzola,

Seu INTELECTO






“Seu” Intelecto


Antes da Valia, muitos só se aposentavam aos 70 anos. Sem vigor para serviços pesados, a Vale lhes dava funções que permitiam prosseguirem dignamente até a “compulsória”. Essas pessoas mantinham seus salários, bem melhores que a pobre aposentadoria pelo “Instituto”, trabalhando como porteiros, ascensoristas, vigilantes e, também, jardineiros.

“Seu” Intelecto, era um desses jardineiros, na Vila Conceição, em Itabira. Já beirando seus 70 anos, inteligente, gentil, alto, magro, ereto e elegante, cabelos brancos ressaltados pelo contraste com a cor da pele, merecia o apelido, pois além de usar um empolado, mas preciso vocabulário, falava até um pouco de francês! Para a jardinagem nas residências atendidas, conseguia, feliz, pedir e receber instruções nessa língua.

Claro que ele não chegava e dava um simples “Bom dia, o que deseja que eu faça hoje?”. Era “Bonjour, Monsieur! Qu´est ce que vous voulez aujourd’hui?” Se você o cumprimentasse e pedisse para plantar uma roseira, por favor, mas dizendo : “Bonjour, Monsieur L’ Intellect! Je vous demande de replanter ce rosier, s`il vous plaît”, teria o mais motivado, dedicado e cuidadoso dos jardineiros!

Todos adoravam aquela folclórica figura – e ele era respeitoso, educado e formal - exceto um dos médicos do Hospital da Vale, que o julgava pedante, pretensioso, até meio “metido a besta”! Um dia, “seu” Intelecto, em sua ingenuidade, ignorando a opinião do doutor, foi consultá-lo, se queixando, sempre com seu palavreado muito bem escolhido, de estar com uma “certa purgação no pênis”.

O doutor viu ali a oportunidade de quebrar o que julgava ser arrogância do simpático e correto velhinho, e quis colocá-lo em constrangimento. Em vez de simplesmente receitar-lhe uma boa penicilina – a panacéia que naquela saudosa época resolvia todas as afecções da “região” - mandou que ele tirasse toda a roupa e se deitasse na mesa de exames. Iniciou uma preleção sobre a naturalidade com que médicos e enfermeiras lidam com o corpo humano, prontamente interrompida por “seu” Intelecto que, claro, compreendia perfeitamente e não se sentiria incomodado, conforme disse.

Então, o médico mandou entrar a mais bonita das enfermeiras, fez a moça segurar o pênis do “seu” Intelecto em posição vertical e pingou um remedinho qualquer na uretra. Ao jardineiro, que pretendia humilhar, disse ser necessário que ela ficasse segurando por um certo tempo, até que o remédio penetrasse bem! A enfermeira estranhou o inusitado procedimento, mas agiu na linha de “se o doutor mandou, vou cumprir”.

O médico se afastou um pouco para rir da ridícula situação que impusera àquela tesa figura quixotesca, já planejando como contaria aos amigos da Vila Conceição. Seu triunfo pouco durou. Foi implacavelmente suplantado por nosso querido e incólume “seu” Intelecto que, ao cabo de alguns minutos sem demonstrar o menor embaraço, declarou, solene e firmemente, para alívio da moça já ruborizada e preocupada com o “crescimento” do problema : _ “senhorita, muito lhe agradeço, mas não mais necessita permanecer segurando ... ele já fica por si!”


“Causo” verídico contado por Guilherme Almeida Gazzola.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

UM POUCO DE OURO PRETO

VOU FICAR DEVENDO A FOTO, POIS AS QUE ACHEI ERAM PEQUENAS.

Sei que muitos irão ficar chateados por ter colocado a foto da Escola de Engenharia da UFMG e não ter falado nada sobre OURO PRETO.

Pesquisa vai, pesquisa vem, resolvi como abaixo:

do site http://www.em.ufop.br/em/apresentacao.php


"A Escola de Minas de Ouro Preto foi inaugurada em 12 de outubro de 1876. "Em muito pequena extensão de terreno pode-se acompanhar a série quase completa das rochas metamórficas que constituem grande parte do território brasileiro e todos os arredores da cidade se prestam a excursões mineralógicas proveitosas e interessantes". Assim era descrita a cidade de Ouro Preto pelo ilustre fundador da Escola, o cientista Claude Henri Gorceix, em relatório enviado ao Imperador Dom Pedro II. "



Transcrito do WIKIPEDIA

"Ouro Preto é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, famoso por sua magnifica arquitetura colonial. Localiza-se a uma latitude 20º23'08" sul e a uma longitude 43º30'29" oeste, estando a uma altitude de 1179 metros. Sua população estimada em 2004 era de 68 208 habitantes.

No município há 12 distritos: Amarantina, Antônio Pereira, Cachoeira do Campo, Engenheiro Correia, Glaura, Lavras Novas, Miguel Burnier, Santa Rita, Santo Antônio do Leite, Santo Antônio do Salto, São Bartolomeu e Rodrigo Silva."

MAIS CAUSOS

Relendo os artigos postados deu-me uma estranha sensação que os causos, os fatos e as coisas daquela época, não foram transportados para o presente.

Alguma figuras de linguagem alguns têrmos da giria e da gozação, parece-me que ficaram hermeticos e não seguiram em frente.

No causo do GAVIÂO, é citado o têrmo PASSARALHO, que usando as mais modernas técnicas de pesquisa, não encontrei na Internet.

Parece, que os escrivinhadores daquela época não foram absorvidos e nem transmitidos para a eternidade.

Não achei o desenho do MOITA, do PASSARALHO, e estou pesquisando no GOOGLE, no Yahoo, mas também não consegui nada sobre o CORONEL MARIO.!!!!


Onde será que se esconderam ??? eheheheheh


OBELIX

Na Madrugada de 5 de setembro de 2007

TUDO O QUE APRENDI

TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA

(Pedro Bial)



Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância.
A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.
Estas são as coisas que aprendi:

1. Compartilhe tudo;

2. Jogue dentro das regras;

3. Não bata nos outros;

4. Coloque as coisas de volta onde pegou;

5. Arrume sua bagunça;

6. Não pegue as coisas dos outros;

7. Peça desculpas quando machucar alguém;

8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;

9. Dê descarga; (esse é importante)

10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;

11. Respeite o outro;

12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;

13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)

14. Quando sair, cuidado com os carros;

15. Dê a mão e fique junto;

16. Repare nas maravilhas da vida;

17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também..



Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e vai ver como ele é verdadeiro claro e firme.

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.

É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.



"O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver".

O MOITA - WIKIPEDIA




HOMENAGEM A ESCOLA DE ENGENHARIA DA UFMG


É tá muito difícil esta vida de computata. Ou seja o escrivinhador que vai em busca de causos e de imagens pela internet.

Saí procurando pelo famoso MOITA, que nos tempos da escola de Engenharia da UFMG, era visto por todos os cantos e em todas as paredes. Não achei uma imagem da figura. ehehehehehhehe

Neste nosso blog, já havia falado dela, e inclusive tive que artesanalmente, e sem ajuda dos filhos que dominam a arte da "Ciência da Computação", desenhar um MOITA, no sentido bem amplo da palavra, para designar, aquele sujeito, que sempre as espreitas estava ao nosso redor, e sabia de tudo, e tava em todas.

Não sei, se pelas circunstâncias da época, lá na saudosa Escola de Engenharia da UFMG, localizada no largo da Rua Espirito Santos com a Rua dos Ìndios Guaicurus,em Belo Horizonte, havia uma grande população deste bicho, ou sei lá o quê.!!!!!

No meu tempo, de 1969 a 1973, época que chupar DROPS, podia ser DOPS e dava uma cana danada, os moitas corriam solto.
Era a época deles.
Floresciam em cada árvore, cada muro, cada andar e brotavam de todos os lados, e nunca voce sabia quem eram e o que faziam. Permaneciam alí aprontadando e sempre sabendo das coisas, mas sempre por cima dos muros.


Agora, até me lembrei de um outro têrmo da época, que o Gazzolinha gostava também de usar, ou seja " dar uma força".

Aliás, demos muitas forças lá no ISOLADO. Era só achar um caboclo animado e afim de aprontar alguma, que dávamos uma força. ehehehehheh

Obelix

SETEMBRO de 2007

CPI DO ISOLADO

OI Zé Maria Ramos.

ACHO QUE DEVERÍAMOS CRIAR UMA CPI. ehehehehehe

CAUSOS dos PICARETAS do ISOLADO. ehehehheheheheh

Assim poderíamos saber exatamente o que os caras estão escondendo. Eles não nos enviam os fatos, as estorias para que possamos narrá-las numa linguagem corriqueira e cheia gozações.

É claro que não iremos mostrar ALVO e nem o ATIRADOR, mas podemos dar uma leve mexida e inverter o onus da prova, e sem citar os nomes , eheheheheheheh

OS MOITAS ESTÂO MUITO BEM ESCONDIDOS, e eu sei que Gazzolinha e Gazzolão tem muitos casos bons pra contar. O Artur Galinha , também tá escondendo.

O Aranha também ainda não deu as caras.

Destaque dois praças ai da sua GUARDA de Itabira e mande requisitar o ARANHA e o seu email.

Temos que atiçar os colegas ehehehehehheeheh

CLARO que numa CPI igual a nossa não vamos entregar o OURO, pois o OURO ficou no carpete, eheheheheh Já naquela época, na escadaria do dreno da Concentração, bem em frente ao escritório do DO.

TEM muito neguinho na moita.

OBELIX o primeiro e unico. eheheheheheh

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O GAVIÂO REAL

O GAVIÂO REAL
Gilberto Coutinho veio para Itabira trabalhar no almoxarifado do campestre com o Amaral (Harvey Expedito) no início da década 1970. A Vale estava em plena expansão. A chegada de equipamentos importados, principalmente da Alemanha, para montagem da Usina de Concentração , transformou a rotina do pequeno almoxarifado.
Foi necessário triplicar o numero de funcionários a fim de se dar conta das encomendas. O pátio do campestre, ao lado do estádio do “Valério”, ficou tomado por caixotões enormes, feitos com pinho de Riga, contendo máquinas e equipamentos diversos.
A família de Gilberto morava em BH, e todo final de semana ele ia para a capital mineira. Achava um enorme absurdo ter que levantar às quatro horas da manhã, nas segunda-feiras, para estar em Itabira a tempo de pegar o serviço . Em uma de suas “vindas” para Itabira, já nervoso com a neblina , sem domínio perfeito da visão , atropelou um gavião (que também não devia estar enxergando nada) em pleno vôo . O pequeno acidente ocorreu na famosa curva dos eucaliptos. O bicho ficou tonto e Gilberto guardou-o na mala do carro. Ao chegar ao Isolado, colocou-o numa espécie de viveiro, que Olinda usava para "descansar" galinhas antes do sacrifício para o molho pardo de cada dia.
O gavião tornou-se a novidade da casa. Imediatamente se formaram dois grupos de sabichões, profundos conhecedores da fauna avicular, tentando classificar o atordoado “hóspede”.
O primeiro grupo, mais numeroso, dizia ser um legítimo gavião-carrapateiro (Milvago chimachima); ave falconiforme de dorso pardo, cabeça e parte inferior brancas, e cauda branca listrada de pardo.
O segundo grupo, menor – porém mais aguerrido –, afirmava solenemente, tratar-se de um gavião-mateiro (Micratur ruficolis); ave falconídea de coloração branca acinzentada, parte inferior castanha, cauda preta listrada de branco.
Na realidade, os dois são meio aparentados. Seja como for, não se chegou a um consenso “científico” a respeito do belicoso bípede emplumado. Para Gilberto, tratava-se de um legítimo gavião-real, o mais lindo dos condores que pairam, altivos, pelo anil dos céus.
Tomou-se imediatamente de amores pela ave capturada, à qual passou a dispensar o mais delicado desvelo e refinada alimentação. Chegou ao extremo de encomendar artrópodes e caramujos (escargô), para o fino paladar e deleite do gavião, que a cada dia se mostrava mais confiante e reabilitado.
Gilberto estava eufórico. Ligou para o sobrinho pedindo que contratasse um treinador de falcões, pois pretendia levar o dito cujo carcará para ser adestrado em Belo Horizonte, assim que fortalecesse suas asas .

O Isolado era mesmo uma casa eclética, cheia de pensionistas com os mais variados interesses. Uns gostavam de gavião, outros de passaredo miúdo.
Um dos moradores, Éder (Jorge Arantes), era tarado por curió (Oryzoborus angolensis) : ave passeriforme, fringilídea distribuída por todo o Brasil. O macho é preto, com abdome vermelho, um espelho branco na asa, e a fêmea, parda, com a parte inferior amarelada.
Pois bem. O Éder possuía um curió de elevado valor e estima. Mestre na arte do canto, vencedor de vários certames, gorjeava sete “flautas” consecutivas em mavioso trinado que a todos embevecia. O campeão, de anilha na canela, vivia em gaiola dourada, bebedouro de cristal; era tratado a sete farinhas – de linhaça à granola.
O pássaro era obrigado a ouvir, como lições diárias, gravações de outros curiós-mestres, em fitas K-7, para imitar-lhes o canto e apurar seu gorjeio.
Um belo dia, Éder teve que se ausentar de Itabira e deixou, com mil recomendações, sua “avis rara” aos cuidados de outra : Pilonel (Felix Pereira), também conhecido por Piló.
Todos pressentiram que aquilo não resultaria num final feliz.
Assim que Éder viajou, Pilonel decidiu pendurar a gaiola junto ao viveiro do quintal para o curió “ensinar” o gavião a cantar. A avícula, sentindo a presença ameaçadora de um predador natural, aterrorizou-se e, deseperada, debatia-se na tela tentando fugir. O gavião só olhava para ela, com o mesmo apetite que os “marmanjos” olhavam para as telefonistas da “Companhia”.
Depois da pretensa (e inútil) “aula de canto”, Piló devolveu a gaiola ao um abrigo seguro, mas o malefício já estava consumado. Aquele curió nunca mais abriria o bico.
Ao retornar da viagem, Éder estranhou o desânimo do pássaro e percebeu nele alguns ferimentos leves. Comentou o assunto na hora do almoço mas não obteve retorno. Notou que alguns colegas escondiam algo dele e outros apresentavam um sorriso diferente no semblante. Ninguém lhe contou o ocorrido. Foi melhor assim. Preservou-se a integridade física do Pilonel.

Havia outro colega no Isolado conhecido por João (Carlos Rodrigues) Sensação. Recebeu esta alcunha porque a qualquer notícia que se lhe chegasse aos ouvidos, repetia : – ai, que sensação ... ! Era um obstinado cabeçudo; difícil de se lidar com ele. Vivia às turras com Artur Galinha (Ferreira de Souza Melo), que também não era fácil.
Na hora do almoço do dia seguinte, João Sensação teve uma discussão com Arthur Galinha. Ficou P da vida e, de sacanagem, soltou o gavião do Gilberto que nada tinha a ver com a querela dos dois.
Ao se inteirar da vilania, Gilberto ficou tão puto que começou a gaguejar de tão nervoso. Perambulava aflito em torno do viveiro vazio, repetindo seguida e desconsoladamente:
– eu só que-que-ro saber quem foi o fdp que so-so-soltou meu gavião! Se eu souber, eu ma-mato ele! – Lógicamente não apareceu nenhum culpado.
O cair da tarde trazia quietude sobre a cidade. Por trás do Cauê, o sol recolhia o último feixe de raios dourados que escorregava silenciosamente pela escarpa lisa da montanha.
Dentro de casa, todos se reuniram em torno da mesa para o jantar, quando entra “alguém” excitado , com excelente notícia para Gilberto: – O gavião está de volta !
Muitos correram afoitos até o quintal para confirmar a novidade. No viveiro, gavião não havia. Pendurado ao poleiro, no lugar dele, o desenho de um avantajado “passaralho”, com os seguintes versinhos:


“ Do meu amigo Gilberto,
uma grande pena eu sinto;
ao invés de gavião...
eu dou pra você um pinto ! ”


Notas da redação :
A autoria dos versos acima permanece como um segredo tumular, até os dias de hoje.
Alguns moradores da casa dizem que a idéia de soltar o gavião, não foi do João Sensação.

Enviada por : Sérgio Antônio da Silva Guimarães.
Retocada por : Jota Ramos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

O TREM, NÃO O ZÉ

Vocês sempre sacaneavam do Zé do Trem, mas ninguém sabe na realidade o que é o trem!!!!!!!

O Verdadeiro Significado da Palavra TREM

Interessante que o assunto mineirês veio à tona logo no dia em que alguns transtornos foram causados pelo seu desconhecimento por parte de alguns jornalistas, que escreveram a seguinte manchete: - " Trens batem de frente em Minas."

Os mineiros, óbviamente, não deram a devida importância, já que para eles isto quer dizer apenas que duas coisas bateram. Poderia ter sido dois carros, um carro e uma moto, uma carroça e um carro de boi; ou até mesmo um choque entre uma mala de viagem e a mesa de jantar.

Movido pela curiosidade, resolvi então consultar o Aurélio. E vejam o que diz:

trem [Do fr. train.] S. m.

1 Conjunto de objetos que formam a bagagem de um viajante. 2. Comitiva,séquito. 3. Mobiliário duma casa. 4. Conjunto de objetos apropriados para certos serviços... 5. Carruagem, sege. 6. Vestuário, traje, trajo. 7.Mar. G.Bras. Grupamento de navios auxiliares destinados aos serviços (reparos,abastecimento, etc.) de uma esquadra. 8.Bras. Comboio ferroviário; trem de ferro. 9.Bras. Bateria de cozinha. 10.Bras. MG C.O. Pop. Qualquer objeto ou coisa; coisa, negócio, treco, troço: "ensopando o arroz e abusando da pimenta, trem especial, apanhado ali mesmo, na horta." (Humberto Crispim Borges, Cacho de Tucum, p. 186). 11.Bras. MG S. Fam. Indivíduo sem préstimo,
ou de mau caráter; traste.

Vejam que o sentido de comboio ferroviário é apenas o 8º, e ainda é considerado um brasileirismo.

Comentei o fato com um amigo especialista em etimologia, que me esclareceu a questão: o comboio ferroviário recebeu o nome de trem justamente porque trazia, porque transportava, os trens das pessoas. Vale lembrar que nessa época o Brasil possuía uma malha ferroviária com relativa capilaridade e o transporte ferroviário era o mais importante. Assim, era natural que as pessoas fizessem essa associação.

Moral da estória:

O mineiro é, antes de tudo, um erudito. Além de erudito, ainda é humilde e
aceita que o pessoal dos outros estados tripudie da forma como usa a palavra
trem. Na verdade, acho que isso faz parte do "espírito cristão do mineiro".
Ele escuta as gozações e pensa: que sejam perdoados, pois não sabem o que
dizem.

OBELIX(recebi de um amigo o Francis)

terça-feira, 28 de agosto de 2007

ESTA É MINHA

Esta é minha!


Cervejas do Paschoal ( por Artur Pereira )

Paschoal era o meu Cocker Spaniel Inglês. Lindão, filho de campeão. No pedigree era Ayre Of Daniels, nome que um autêntico cruzeirense não podia adotar, para não ser duplamente chamado de viado. Daí o apelido do cachorro. Era super dócil e gostava de todo mundo.

Eu morava na casa 16 da vila Técnica Conceição (hoje do Jair Bichinho). Tinha um portão que dava fundos para o clubinho, próximo às quadras de vôlei e tenis. Era comum bolas caírem no quintal.

Eu costumava muito ir para BH nos fins de semana, quando o Paschoal ficava casa, tratado pela empregada. Sentia falta do afeto e carinho de que os cães tanto gostam.

Quando alguém abria o portão para pegar alguma bola, ele ficava antenado, e qualquer vacilo era a oportunidade para ele sair atrás de alguma companhia.

No bar sempre tinha alguém disposto a alguma brincadeira.

E achavam lindo colocar cerveja num prato para ele tomar. Eu nunca cheguei a ver, pois estava sempre fora nestas ocasiões. Mas chegaram a dizer que o cachorro bebia mais do que o dono (sinceramente, duvido).

Um belo dia a Natalina, que era a “dona” do bar, me procurou toda sem jeito cobrando uma conta que estava pendente em nome de um tal de Dr. Paschoal. Ela achava que era um engenheiro de Vitória, mas depois ficou sabendo que era o meu cachorro.

Até hoje a conta está pendente, a não ser que o Dr Valtinho (para não usar aumentativo), mentor da brincadeira, tenha acertado com ela.

Comentario : Será que o Valtinho era um Careca que tinha um Puma Branco. eheheheheheh Obelix

domingo, 26 de agosto de 2007

Lista de Moradores , 1973, 1974, 1975, 1976

A lista da minha época: 1973, 1974, 1975, 1976


Adriano Noger (falecido)
Afonso Celso Guerra Lage
Agenor Vieira (Piu-Piu)
Alberto da Costa Barroso
Anastácio Ubaldino Fernandes Filho
Antonio Carlos Nascimento Pereira (Toniquinho)
Antônio Cavalcanti
Antonio Geraldo de Pádua Junior (Tonico Toró)
Antonio Renato do Nascimento
Artur de Araújo Pereira ( Pratico)
Carlos Alberto A. S. Lopes (falecido
Carlos Alberto Siqueira Rabelo
Cesar Roberto Cury Albanese
Clenio Celso Rodrigues Machado
Davidson Varela Carneiro
Eduardo Almeida Gazzola
Eduardo Andrade
Eduardo Ribeiro
Eli José Leite
Ernani de Sá Martins Lage
Fernando Carbonari Santana
Flavio Edenlar Pereira da Silva (Obelix)
Floriano Lenza
Francisco Antonio de Oliveira
Frederico G. S. Amaral Militão
Geraldo Antônio Caetano
Geraldo Majela Carvalho Lemos (Majela)
Geraldo Ubirajara Leão Teixeira (falecido)
Gerson Pinto Ribeiro
Hamilton Mendonça Lacerda (Lua)
João Batista Bicalho
Jorge Luiz Gonçalves Andrade
José Aloísio Ferreira
José Antonio Cravo
José Armando Figueiredo Campos (Babalu)
José Carlos Polônia
José Cristiano Machado
José Eduardo Buchamar Pereira (Zé do Trem)
José Eustaquio Lana
José Henrique Rafael Ribeiro (Riquinho)
José Leite
Luís Antônio de Castro
Luís Mendes Pinto
Luiz Gonzaga Lages (Luizão)
Manoel Ambrósio de Oliveira
Osvaldo Antônio Aleixo
Osvaldo Soares Barbosa (Vadinho)
Paulo Edgard Alves
Paulo Veloso Gontijo Bigode
Pilonel Felix Pereira (Piló)
Reinato Carlos Barros Jr (Peninha)
Reuber Rodrigues
Ricardo Eymar
Rinaldo Pedro Nardi (Pena Branca)
Roberto (My friend)
Rogério Caporali
Rubens Antonio Bichued
Rubens Luís Alvarenga Pinto
Valter Eduardo Taube (Valtão)
Vicente Bernardes
Weber Alves Coelho



Hotel Pousada dos Pinheiros
Ernane Barlem
Dr. Antônio De Fuccio
Haroldo Ney Londero da Silva
Manoel de Resende Neto (Manezinho)


Piçarrão
Hugo Mourão de Souza( falecido)
Lucas Guerra Laje
Luiz Miranda de Resende
Marcelo Augusto Brandão Resende (falecido)

Revisada por Artur Pereira 25/8/07
Revisada por Antonio Geraldo 26/8/2007

SALA DE JANTAR

 
Posted by Picasa



Observem bem as duas figuras que ilustram a nossa foto, Mané Ambrósio e Francisco Oliveira, tomando uma cerveja, poderemos lembrar de como era o ambiente do Isolado.

Nesta sala de almoço, vemos no centro a famosa mesa giratória em que tantos colegas passaram aperto com sua evolução. Não de uma Escola de Samba, mas de rodar os pratos e cair ao chão pela imprudencia dos usuários.
No canto o local que trouxe muitas alegrias e também preocupações. Alí eram trocadas as confidencias do Isolado. Alí as paixões eram demonstradas, mas alí também é que ligavam da Usina de Concentração, para as infindáveis noites de troca de correia, manutenções, quebra de equipamentos.
Dalí partiam as vigilias noturnas, os encontros e tudo que rolava na casa. EHHHH, Se naquela época pudessemos grampear o telefone, saberíámos das melhores fofocas. eheheheheheheh

Hamilton, Jorge, Reinato Peninha, nem podiam escutar o tilintar do telefone. Tem gente que até fingia de morto, ehehehheheheh

Já, Paulo Bigode, ficava num ehehehehehnn ehenn ehnm infindável.
Sussurros, olhares, devaneios, mais um cigarro acesso, com as cinzas jogadas para fora da janela. O olhar constante para fora para verificar se não tinha nenhum sacana, escutando a conversa.

sábado, 25 de agosto de 2007

SO PRA DESCONTRAIR

DIFERENÇA ENTRE AMIGOS E AMIGAS

Certa noite uma mulher não voltou para casa.
No dia seguinte, ela disse ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
O homem telefonou para as 10 melhores amigas da mulher e...

Nenhuma sabia de nada.


Certa noite um homem não voltou para casa.
No dia seguinte, ele disse a esposa que tinha dormido na casa de um amigo.
A mulher telefonou para os 10 melhores amigos do marido e...

Oito deles confirmaram que ele tinha passado a noite na casa deles e dois disseram que ele ainda estava lá!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O CAUSO DO INGUTE

O CASO DO INGUTE.


Não sei se os caros colegas que moraram ou conviveram com a nossa querida Governanta Olinda, sabem do caso do “INGUTE”.
De uma sapiência incomum, Olinda nos proporcionava, ao mesmo tempo carinho, afagos e muitas outras coisas que ficaram no meu coração, pois querendo ou não, era a nossa segunda mãe.
Ora era repreendendo pela bagunças, ora solicitando colaboração ou mesmo com seu jeito mineiro de ser, dando-nos boas lições de vida e moral.
Lembro-me bem de nossas atrapalhadas, e principalmente quando íamos para o clubinho jogar futebol após o trabalho. O grande fato é que não ficava só na bola.......
Na volta, quando não íamos para o Olintão tomar umas e outras, ou mesmo no clubinho, voltávamos para casa, e lá mesmo, eu que era um cozinheiro de mão cheia, preparava belas iguarias para os nossos colegas.
Alguns saborearam o famoso prato gaulês, " FILÉ A OBELIX ". Prato tradiconal da culinaria noturna do Isolado.

È claro, que alguns não concordavam com tantas cervejas, como as escuras Caracus que não tinham conta.
Retirava a carne da geladeira ou dos freezers e em pedaços generosos fritava com cebola para matar a fome daqueles biriteiros. Eheheheh Quanta travessura.
Numa destas pelejas, estávamos na camionete verde do Weber, uma bela espécime de veículo de transporte, da melhor qualidade, com sua pintura nova, claro que um pouco arranhada, mas que cabiam pelos menos umas dez pessoas, dentro da cabine e na carroceria.
Não sei onde estava a cabeça coroada daqueles jovens engenheiros, inclusive com o da Segurança, fazendo retorno pra casa na carroceria de uma camionete. Tudo bem, agora não vem o caso.
Como vocês todos sabem, um cara gozador de primeira linha como o Weber, ao volante de sua maquina poderosa, chegou na curva fria e enfiou debaixo da queda dágua, dando um banho em todos.
Fomos pra casa, e lá chegando, todos ensopados, como sempre a cervejada saideira. Eheheheh
No outro dia, como sempre, o Vadinho acordava com as galinhas e foi na cozinha, e ao ver a bagunça foi logo dando a sua tradicional bronca.
OLINDA......!!!!! ..... Quem fêz isso >>>>!!!!!!!!!..........

Ai, Dr. Oswardo eu num sei não, mas o senhor sabe como são os meninos. Ehehehehehe

Abriu a geladeira e foi pegar o seu Iogurt, que era o seu manjar predileto.

O^^ÔOOOOOO LLIIINNNNNDDDA quem comeu o Iogurt.

Num sei não Dr. Osvardo, quem cumeu os ingute só pode sê os gatos, pois os menino só bebe cerveja. Eheheheheheheheh

Texto de Obelix 24/8/2007

Piadinha pra relaxar - O Mineirinho no Tribunal

O Mineirim no Tribunal!!!!

Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que
sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o
dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:
- O Senhor não disse na hora do acidente "Estou ótimo"?
E seu Zé responde:
- Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di
colocá minha mula favorita na caminhonete...
- Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado. Só responda
à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: "Estou
ótimo"?
- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a
rodovia...*
O advogado interrompe novamente e diz:
- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na
cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava
bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar
meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que
simplesmente responda à pergunta.
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta
de seu Zé e disse ao advogado:
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu:
- Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava
descendo a rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na
minha caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado
da rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não
podia me movê.
Mas eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio,
percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulheiro rodoviário
chegou.
Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava. Depois
de dá uma oiada nela, ele pegou o revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos
óio dela.
Depois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim
e disse: "Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. Como o senhor
está se sentindo?

" Aí eu pensei bem e falei:
- Tô ótimo!

Repassando da Internet.

GABARITINHO

JÁ ESTOU IMAGINANDO QUE AS MENTES MÁS ESTARÃO PENSANDO. E AS LINGUAS.

HOJE ME LEMBREI DO GABARITINHO.

Um nosso colega tinha grandes devaneios pelas madrugadas e sempre acordava nas noites pensando nas minas.
Não sei de onde vinham aqueles pensamentos! Se era nas Minas de Conceição, do Cauê, do Piçarrão eheheheh, (desta temos muitos causos), eheheheh
Daí, numa destas noites de insônia, com seus conhecimentos da geologia, e usando dos princípios básicos de deformações das rochas, arranjos estruturais, acamamento, esfoliação, lineação e dobras, além das falhas, zonas de cizalhamento, e dobramentos, ele num lampejo, criou um método muito simples de traçar padrões geológicos e de fraturas das minas.
Criou o “Gabaritinho", ou seja, um modelo para usar sempre que fosse necessário.

Num de seus muitos momentos de divagação escutei parte dos seus estudos, e de seu grande invento, o “GABARITINHO" ®, eheheheheheh.

Sei que o mesmo registrou seu invento, recebendo inclusive medalhas e honras.

Obelix 24/8/2007

SAUDADE - SÓ NA LINGUA PORTUGUÊSA

TURMA, DÁ A MAIOR SAUDADE, MUITO LINDO E VERDADEIRO.


AOS AMIGOS DE HOJE E SEMPRE,
AOS AMIGOS PRESENTES E AOS OUTROS QUE RARAMENTE VEMOS,
AOS AMIGOS DE LONGE E AOS DE PERTO,
AOS AMIGOS DE FARRA, AOS AMIGOS DE CONSOLO, AOS AMIGOS ÍNTIMOS E AOS VELHOS
AMIGOS.

ENFIM...
À TODOS OS AMIGOS QUE FIZERAM OU FAZEM PARTE DA MINHA VIDA.

ENVIO ESSA MENSAGEM COM MUITO CARINHO.


ATENCIOSAMENTE

José Maria Ramos

OS MOITAS DO ISOLADO




Não sei se voces se lembram do famoso "MOITA", aquele cabôco que sabia de tudo, num dava diga, não dava conversa, nem papo, mas sabia de tudo que ocorria nas rodas das turmas, mas não passava nada pra frente. Eram os "MOITAS". Parecem até alguns integrantes de partidos politicos dos dias de hoje. ( Lembrem-se, como nosso blog é apolitico e incorretamente imoral, não podemos botar tudo de fora ) eheheheheheh,

Tudo se resume em ficar em cima do muro, alías, só a cara por cima do muro, ehehehhehe

Temos que contar alguns casos dos """MOITAS""", ehehehheh

E assim de moita em moita a vida continua.

Recebi um email do José Maria Ramos citando que ninguém quer dar as caras!!!!!

Parece até confraria de ....., sei lá o quê. Veja que não podemos julgar a todos, pois muitos tem receio de escrever ou pelo menos de lembrar seu passado.
Não é o caso que o passado condena, mas é por puro método " BARLENIANO" de ação. heheheh. Lembram do Barlem que dizia, eu num sô de falar muito, eheheheh.
Vamos em frente, ehehehehheheh As ideias é que prevalecem, então vamos escrever, eheheheheh.
Quem não souber escrever, mas sabe dos detalhes das estorias ou dos fatos, envie para o José Maria Ramos, que ele dará uma "burilada" nos termos e nas falas, eheheheh.
A ideia central é que prevalece, inclusive o nome do autor. Claro, se o autor for moita, e pedir não citaremos os nomes ehehehehhe

Tá de bom tamanho, mas ainda não falei dos "MOITAS" do ISOLADO.
Vai ficar pra próxima postagem ehehehehe

ACEITAMOS PALPITES......

Obelix, eheheheheheh

QUESTÂO DE GABARITO

COMO EM QUALQUER ASSOCIAÇÃO OU BLOG DEVEMOS FAZER UM DICIONÁRIO PARA QUE AS QUESTÕES NÃO FIQUEM CONFUSAS, DAÍ TIVE A IDÉIA DE CRIAR UM DICIONÁRIO, TIPO WIKIPEDIA, COM ALGUNS TERMOS USADOS NO ISOLADO.

PARA QUE NÃO HAJA CONTRANGIMENTOS, VAMOS COMEÇAR COM :

GABARITO : S.M. (DO FRANCÊS " GABARIT") 1 . modelo que serve para traçar, controlar ou verificar o perfil ou as dimensões que devem ter certos objetos.
2 . medida padrão que regula a confecção de peças, a distancia entre eixos, a distancia entre meios-fios de ruas, etc
3 . gabarito de navegação, dimensão máxima oferecida por um via navegável à passagem das embarcações.

Perguntamos aos amigos do isolado, se estes termos estão corretos, ou se existiam outros gabaritos??? ehehehehehhe

Obelix

CAUSOS DO ARTUR PEREIRA

Zé do Trem e o “Itabirão”

Zé do Trem, engenheiro civil, era engenheiro da Estrada. Nos meados dos anos 70, ainda não chamava “ SUEST”.
Um dia o rapaz recebeu uma carta supostamente enviada pela Prefeitura, convidando-o para uma reunião a respeito do futuro Estádio Municipal de Itabira.
Junto à carta estava um projeto de um campo de futebol, em papel vegetal, num daqueles canudos de papelão. A assinatura era ilegível, mas dava para perceber um “Andrade” no nome, indicando ser de alguém de família influente na cidade.
Tratava-se de um convite/proposta para ele conduzir a obra. Pedia sigilo, pois algum outro engenheiro poderia ficar magoado por não ter sido escolhido para a gloriosa missão.
A reunião estava marcada para o início da noite, na Prefeitura, e parece que teria um tipo e recepção festiva depois.
Naquela tarde o Zé chegou do trabalho sério, sem muita conversa. Deixou o canudo que trazia debaixo do braço no quarto, voltou para a mesa redonda, comeu alguma coisa e voltou calado para o quarto. Nenhum dos colegas fez algum comentário.
Mais tarde, o rapaz saiu do quarto de terno – que não era vestimenta comum na época – pegou o fusquinha e saiu em silêncio.
Alguns minutos depois cada morador do Isolado pegou seu carro e foi saindo, com um pequeno intervalo entre um e outro, num tipo de caravana, com o mesmo destino.
Em frente à prefeitura estava o Zé do Trem, canudo debaixo do braço, no escuro, andando de lá pra cá. O expediente havia se encerrado havia horas e estava tudo fechado, no escuro.
E todos com a mesma pergunta:
“Ô Zé, o que você está fazendo aí numa hora destas?”
Dizem que depois de umas 30 perguntas ele desconfiou que fora vítima de uma ligeira sacanagem.


Uma do Geólogo

Tinha um geólogo que não durou muito tempo na Vale. Vou deixar para outro contar outros casos dele. Vou contar só um:
O cara, que não me lembro do nome, era o verdadeiro jacu, todo cabreiro. Prato feito para sacanagens e gozações.
Na sua chegada ao Isolado lhe disseram que lá morava um viado que tinha uma mania: Se ficasse dando um tique nervoso com o pescoço para o lado é porque estava a fim do companheiro com quem estivesse conversando.
E, pra sacanear, ninguém se assentou na mesa redonda ao lado do meu saudoso primo, que depois chegou a ser o Diretor do HCC, e que às vezes tinha o citado movimento involuntário.
O geólogo chegou para almoçar e só tinha aquele lugar vago. Tomou assento e começou a servir-se. Aí chegou alguém e fez a apresentação entre eles. Os dois, então, começaram a conversar.
Logo, logo, o cara foi ficando incomodado, cabreiro, e de repente pegou seu prato e, todo desconfiado, foi terminar o almoço numa poltrona em frente à televisão.


Ernane Barlém


Gaúcho, tinha fama de não ser de muita conversa, não por agressividade ou coisa assim. Era timidez mesmo. Era um cara legal.
Uma vez notaram que ele tinha vários tapetes trazidos do Rio Grande do Sul, guardados desde longo tempo em cima do guarda-roupas do quarto dele. Alguém perguntou o que ele iria fazer com tudo aquilo. A resposta foi que ele havia trazido os tapetes para vender.
A pergunta veio logo: Você já anunciou que tem este material para vender?
E a resposta: Ainda não, eu falo pouco.
Noutra ocasião ele ficou alguns dias sem retornar ao trabalho depois das férias. O chefe dele, ao retorno, perguntou o motivo do atraso, dizendo estar preocupado com alguma coisa que pudesse ter acontecido. Ele respondeu que estava tudo bem, mas que tinha acontecido um probleminha que causou o atraso, mas estava tudo normal.
Veio a pergunta do chefe: Por que não avisou que ia se atrasar?
A resposta foi a mesma: Porque eu falo pouco.

Galinhada

Este caso aconteceu no Clubinho, mas a turma já tinha passado pelo Isolado.
Numa noite de sexta ou sábado, não sei mais, o Clubinho ficou vazio cedo, pois o tempo estava feio e frio.
Este caso vai pecar pela falta de detalhes, pois nosso estado etílico – de todos os envolvidos – digamos, não passaria num bafômetro. Éramos poucos, só consigo me lembrar do Dr. Erasmo, Marcos Paulo, Geraldo Caetano e mais um ou dois (que me perdoem a falta de memória).
Lá pelas tantas alguém sugeriu que fizéssemos uma galinhada. ” Com o que?” foi a pergunta. A resposta veio de imediato, e aprovada no ato: Vamos roubar umas galinhas.
Fomos capturar as penosas. Geraldo Caetano quis pegar a dele pessoalmente. Entrou pelo quintal, passando pelo do vizinho, e pegou a única galinha que ele tinha.
Weber, que morava dando os fundos para o Clube, contribuiu com duas, pois tinha várias no galinheiro.
Conseguimos umas cinco, sei lá quem mais cooperou. A cada exemplar a gente quase morria com aquele riso que não podia fazer barulho.
Na hora de executar as vítimas, alguém se lembrou de um especialista, e chamamos o Luiz Miranda. Ele se assustou com a hora, mas foi. Até reclamou da nossa incompetência, pois tinha um galo no meio, e iria demorar muito para cozinhar.
Algum tempo depois (horas), a galinhada ficou pronta. Já devia ser bem de madrugada.
Ligamos (também não lembro quem foi o cara-de-pau) para cada “fornecedor”, convidando-o para a ceia.
Acho que foram todos, inclusive alguns com as respectivas digníssimas. Foi a maior festa, todos rindo muito daquele programa diferente.
Quem se ferrou foi o Geraldo Caetano, pois a galinha dele era um daqueles pintinhos coloridos que davam para as crianças em feiras. A maioria destes pintinhos não resiste às brincadeiras das crianças e morre logo. Mas no caso dele a pintinha sobreviveu, e era a galinha de estimação do Vinicius, filho do Geraldo. Imaginem a bronca.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Treinamento de Combate à Incêndios

Nesta foto tirada no antigo aeroporto, um treinamento de Combate à Incêndios, onde podemos ver da esquerda para direita .................., ...................., Adriano, Luiz Miranda, e Flavio ( Obelix). ( Foto de junho de 1975)

Esta turma gostava mesmo era de um fogo, eheheheheheh.

Haja água pra apagar, eheheheheheh

Posted by Picasa

Piadinhas

Para os meus coleguinhas..... ( By Jose Maria Ramos)

JESUS disse a seus apóstolos:
Irmãos, y = ax²+bx+c...
Os apóstulos, confusos, perguntaram:
Mais senhor... o que é isso?
Jesus disse: Apenas mais uma parábola.

RAPIDINHAS
O que foi que um vetor disse pro outro?
- Um momento, por favor!

O que é um menino complexo?
- É o que tem a mãe real e o pai imaginário.

O que é um urso polar?
- É um urso retangular, depois de uma troca de coordenadas.

Para uma pessoa otimista, o copo está meio-cheio.
Para um pessimista, ele está meio-vazio.
Para um engenheiro ele é duas vezes maior que o necessário.

Como se desmaia um vetor?
- Apaga a pontinha que ele perde o sentido.

VADINHO MOTOQUEIRO

Não sei se é interessante, mas aconteceu:

Na época 1975/1976 eu tinha uma moto Honda 350cc (cilindrada) e logo após o almoço estávamos lá fora do Isolado conversando e o Vadinho falou que alguns anos atrás em Pará de Minas ele teve uma moto Java 1200cc (cilindrada). Aí falei com ele para dar uma volta na minha moto, pois quem já teve uma Java 1200cc era mole andar numa Honda 350cc. Depois de insistir um pouco ele resolveu a dar uma volta.

Não deu outra, na hora que ele arrancou, foi moto para um lado e Vadinho para o outro, ainda bem que ele só teve uns arranhões nos braços. Mas após o tombo ele ficou todo amarelo e deu uma tremedeira nele.

Já viu que situação, eheheheh


Abraços,

Peninha,

Reinato Barros Junior


Comentario do Artur Pereira

Estava vendo o Blog, e um caso que o Peninha contou. Eu estava lá no dia. Tentei fazer um comentário, mas acho que não funcionou, pois nunca usei blog. Veja se ficou alguma coisa e me diz como fazer comentários..
Me lembrei de uns casos e estou anexando. Veja se algum vale a pena.
abs
Artur Pereira

VEJAM SÓ QUE DIFERENÇA

Lembranças do Caminhão Fora de Estrada no. 148 ( Haulpack Truck 170 Ton.) e a única Rural vermelha da CVRD (Cláudio Jardim é que pilotava esta Rural), depois o Amaral mandou ela para o uso da Segurança do Trabalho. Saudades!!!!!!! Que saudades, eheheheh
Posted by Picasa

QUARTETO DIFERENTE

Carbonari de bermuda juntamente com Magela de Pijama, Peninha tomando uma sopinha e José Armando dando uma de machão, eheheheheh
Posted by Picasa

Valtão em pose sexy

Vejam que maravilha, o Valtão com seu copinho de cuba-libre e as famosas calças " boca de sino ". Uma figuraça aprontando mais uma das suas. eheheheheh
Posted by Picasa

FACHADA DO ISOLADO 1

Vejam esta foto tirada no dia 30 de maio de 2005, vendo a lateral do prédio,bem em frente a janela do corredor dos apartamentos onde moraram Gazzolinha, Vadinho, Toniquinho e tantos outros
Posted by Picasa

Figuras do Isolado

Vejam Reinato Peninha e Henriquinho em grande performance. Estas duas figuras fizeram muita festa e farra no Isolado. hehehehePosted by Picasa

Mesa Isolado mais sofisticada

Claro que esta é bem mais sofisticada e de vidro, mas com toda a praticidade daquela de nossa época.
Posted by Picasa

domingo, 19 de agosto de 2007

CHEGO AMANHÃ, DE AVIÃO FRETADO

Causo do José Maria Ramos.

Chego amanhã, de avião fretado .

Entrei pela primeira vez na casa 4 da Av. Cauê, em fevereiro de 1971. Tinha acabado de pegar meu diploma em Ouro Preto e vim direto para a Vale, em Itabira. Já me habituara com a vida de troça nas repúblicas estudantis da antiga Vila Rica, famosas por suas bulhas e traquinadas . Mesmo assim, a irreverência permanente e a esbórnia reinantes no Isolado me deixaram deveras impressionado. Aquilo sim, era um verdadeiro “ninho de cobras”.
Eu já havia feito todos os testes, sido aprovado, e aguardava convocação para trabalhar na Cia. Vale do Rio Doce. Antes mesmo de chegar a Itabira me passaram o primeiro trote.
O Antônio João (Martins Torres) ficou sabendo que o Marcos Tadeu havia convocado mais um geólogo (eu, no caso) para trabalhar em Piçarrão. Pegou um formulário de telegrama, daqueles antigos com emblema dos correios, botou endereço e datilografou o texto abaixo:
“ DR MARCOS TADEU VAZ DE MELLO pt RECEBI SUA CONVOCACAO TRABALHAR CVRD pt ESTOU PORTO ALEGRE MAS CHEGO AMANHA BHZ AVIAO FRETADO DEVERAH SER PAGO POR SUA EMPRESA pt AGRADECO OPORTUNIDADE pt SAUDACOES vg JOSEH MARIA RAMOS”.
Colocou o envelope na sala deserta do Marcos Tadeu, no escritório da Mina Cauê; voltou para sua sala e ficou “antenado”, aguardando a chegada dele.
O prédio do escritório era comprido, tinha dois pavimentos e ficava “dentro” da mina, na elevação (banco) 1102 em frente ao britador primário. Mais para além, situava-se a oficina de caminhões pesados. Ao lado, estava o almoxarifado e atrás, jazia um depósito (pilha) de hematita granulada (lump). A poeira era uma constante e, quando se detonava o minério, aquilo tudo balançava fazendo inveja a Richter e sua escala vibratória.
Quando o Tadeu entrou e leu o conteúdo do comunicado, quase arrancou os últimos fios que lhe restavam na cabeça. Perambulou atônito pelos corredores. Com os olhos muito esbugalhados, brandia o telegrama no ar enquanto vociferava :
– Esse geólogo novato é doido; gastar uma fortuna com aluguel de avião para uma entrevista sem urgência nenhuma. Acho que convoquei o cara errado !
Foi direto para a sala do Otávio Neves, fez um breve relato do ocorrido e lhe mostrou o telegrama. Otávio leu a mensagem. Fitou o rosto avermelhado do Tadeu e lhe recomendou: – Calma rapaz ! Você está muito afobado; fazendo tempestade em copo d’água . Vamos combinar o seguinte: quando o geólogo chegar aqui, você observa se ele tem cara de quem saiu do Raul Soares (Instituto hospitalar de BH para tratamento psiquiátrico). Se ele mostrar aparência de doido, mande ele embora; contrate outra pessoa!
Pronto! Estava armado o meu infausto destino. Começava aí o meu calvário.
No dia seguinte, cheguei todo feliz e saltitante, me apresentei no escritório. A sala era simples: birô com duas cadeiras de madeira, prancheta de desenho, mesa de luz, armário de aço e uma mapoteca entupida de mapas empoeirados, enrolados como canudos.
O Tadeu, meio acabrunhado, com cara de poucos amigos, me cumprimentou formalmente e foi logo interrogando :
– Você está vindo de onde?
– Estou vindo de Raul Soares, (que é minha cidade natal) – respondi candidamente.
Ele me olhou pasmado, como se eu fosse um selenita pintado de roxo. Pelo semblante dele, comecei a desconfiar que alguma coisa não ia bem .
– Mas ... de onde você passou o telegrama ?
– Que telegrama?
– Do fretamento do avião !
– Qual avião? – perguntei perplexo!
Ele remexeu nervosamente em um escaninho e sacou, triunfante, um telegrama todo amarfanhado que empurrou em minha direção.
– Este aqui ó! – exclamou vitorioso – e não me faça de besta porque eu não sou idiota!
Tomei o documento de suas mãos agitadas e reli várias vezes sem entender bulhufas.
Marcos Tadeu estudava minha reação com ares entre zombeteiro e vingativo.
Pigarreei . Pedi licença para acender um cigarro – naquela época eu fumava imbecilmente – sentindo meu corpo desconfortável na cadeira dura . Mudei de posição e tentei me defender meio sem jeito:
– Mas não fui eu quem escreveu este telegrama! – tartamudeei .
Minha voz saiu baixinha, irreconhecível, parecendo ser de outra pessoa. A fumaça amargava minha boca; travava minha garganta. Do lado de fora, o ronco formidável dos caminhões fora-de-estrada, estremecia a vidraça das janelas.
Depositei o papel sobre a mesa e consegui levantar as vistas para meu “inquisidor”.
Ele me olhava penetrante e fixamente . Na minha mente (adeus emprego), via um leão prestes a dar o bote final. E o golpe veio, fulminante, na forma da pergunta irrespondível :
– Então...com todos os diabos ! QUEM FOI QUE ME ENVIOU ESTE MALDITO TELEGRAMA ? ? ? – trovejou ele.
Naquele instante eterno, ouvimos uma gargalhada incontida, vinda da sala ao lado. Era o Antônio João ouvindo nossa conversa. Como Tadeu já conhecia as artimanhas do gajo, deduziu imediatamente quem havia sido responsável por mais aquela patuscada.
Para meu imenso alívio e glória fui dispensado de dar maiores explicações . O enrolo estava destrinçado. Acabava de conquistar o emprego que tanto almejara.


Itabira, agosto/2007. - j m s ramos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Mesa Giratoria do Isolado




Um dos casos mais engraçados do Isolado era a famosa mesa giratória, onde sempre aconteciam grandes casos e sacanagens, eheheheh


Era só a Naná chegar com os bifes, e logo que alguem ia servir, algum malandro girava a mesa e caia tudo no chão.

Causo Contado pelo Manoel Ambrosio.

"Estava me lembrando do caso do Gazolinha que chegou no escritório com a mão enfaixada e disse para o Gazolão que tinha sido atacado no Isolado.
Combinaram que chegariam na hora do almoço e jogariam uma banana de dinamite dentro da panela de feijão.
Quando a dinamite caiu na panela, a turma pulou pelas janelas, escoderam debaixo dos carros que estavam no estacionamento,etc.
Ficou gente machucada para todo lado, só quem estava na hora para hoje lembrar e se deliciar com a sacanagem."

Carta do Jose Maria Ramos

Olá Flávio Obelix. Tudo bem?

Elogio sua iniciativa de escrever a história do Isolado. O que não se registra fica sem memória. O vento leva. O tempo apaga. E seria muito triste perdermos a memória daqueles bons tempos. Além disso, uma história "puxa" outra.
Pessoalmente, gostaria de lhe enviar um "causo" para este livro.
Gostaria também de fazer algumas sugestões:
-Para atrair "escritores", prometer (e cumprir) que seus nomes aparecerão como autores da história contada/enviada por eles (a menos pedido em contrário).
-Deixar claro que as histórias não serão ofensivas à moral, ou prejudicial à intimidade ou carreira profissional/familiar de qualquer personagem.
-Solicitar fotos dos personagens, tiradas no ambiente do Isolado ou do escritório, ou da mina, na época em que trabalhavam na CVRD.
Estas fotos serão úteis para compor o livro futuramente.
-Melhor ainda: fazer um SITE de fotos do Isolado, com acesso a todos os participantes. Isto atrairia mais adeptos e incentivaria o envio de novas fotografias.
- As histórias não precisam ser necessariamente "ocorridas" dentro do Isolado; podem perfeitamente ser com pessoas que lá moraram relativas àquela época.
-Enviar periodicamente, algum conto já pronto ou esboçado, para atrair a curiosidade e despertar o "escritor” que existe dentro de cada um de nós.
-Divulgar, ao máximo, sua intenção de redigir o livro.
-Pedir sugestões aos antigos moradores, sobre os capítulos a serem incluídos no book.
-Solicitar a Olinda (e publicar), receitas dos pratos mais servidos na mesa giratória. O Osvaldo Soares (Vadinho) , lambia os beiços pela terrível dobradinha (bucho de boi).
-Programar encontros / entrevistas com antigos moradores, para anotar os "causos". Muitos gostam de contar, mas não se sentem à vontade para escrever.
-Paralelamente à história do Isolado, traçar a evolução da empresa nas décadas em que o Isolado existiu. Exemplo: década de 1970, o "boom" da CVRD, construção das mecanizadas e das barragens de rejeito. Década de 1980: duplicação da ferrovia, etc.. .
-Colocar um prazo final para a obra, digamos: até dezembro de 2009, e trabalhar em cima deste prazo.
-Persistir em seu ideal até a obra ficar pronta.

Conte comigo. Felicidades em sua obra. Abraços.

José Maria Ramos.

Nossos esportistas.


Nesta foto podemos ver a vitalidade de nossos esportistas.
Como a velhice vem chegando, não consegui identificar alguns.
Solicito-lhes a fineza de enviar-me os nomes para futuro acerto.

Em pé: J.G. Cerceau, J.Batista Bicalho, Clenio, José Wilson, Frederico Militão.
Agachados .................., ......................., Marcos Paulo.